Tietê também precisa de recuperação fora da região metropolitana

O coordenador do Instituto Sócio Ambiental (ISA) e um dos fundadores do Núcleo Pró-Tietê, João Paulo Capobianco, disse hoje que o início, hoje, das obras de aprofundamento e alargamento da calha do Rio Tietê na capital, é bem-vindo, apesar de estar "um pouco atrasado". Ele, no entanto, considera que não basta apenas realizar obras neste trecho do rio que atravessa a cidade de São Paulo e chamou a atenção do governo do Estado para os problemas que ocorrem no Tietê fora da região metropolitana. Durante entrevista à Rádio Eldorado AM/SP, Capobianco ressaltou que é fundamental completar as obras de controle de enchentes e que o projeto permitirá a recuperação do Tietê.O coordenador do ISA ressaltou que o programa de rebaixamento da calha e desassoriamento do Tietê necessita de investimentos mais amplos para o controle da erosão natural que ocorre no rio. "Há um processo de desmatamento extremamente alto ao longo de todo o rio, não só no trecho que passa pela capital, mas também antes de chegar à região metropolitana. O rio está desprotegido, as margens estão desprotegidas, a bacia do Tietê foi, ao longo dos anos, bastante degradada", alertou ele.Capobianco afirmou que desde o início do projeto de recuperação do rio criticou a tendência de se considerar o Tietê apenas como um canal que passa pela região metropolitana. Para ele, são necessárias "atividades sérias" de recuperação de mata ciliar e de proteção da bacia hidrográfica para se evitar que o problema ocorra novamente. "Você rebaixa a calha, retira a terra do fundo do rio, mas a chuva vem, novo material é trazido para o leito do rio e esse material acaba voltando para a região metropolitana e prejudicando o escoamento natural da água", garantiu.Capobianco destacou que hoje, além do assoreamento do Tietê, outro grave problema é o despejo de esgoto doméstico que polui o rio. A Rádio Eldorado AM/SPdefende, desde 1990 a despoluição e melhorias no Rio Tietê, liderando campanha neste sentido.

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