Tião Viana volta atrás e não confirma renúncia à liderança do PT

Pouco depois de sua assessoria ter anunciado que ele renunciaria à liderança do PT no Senado,Tião Viana mudou o tom. Ele disse que dará entrevista às 15 horas, e nessa entrevista confirmará se permanece ou não no cargo. Ao mesmo tempo, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmava que Tião Viana deve reconsiderar sua decisão de renunciar à liderança e permanecer no cargo. Segundo Paim, os senadores petistas que assinaram o abaixo-assinado em defesa dos radicais dediram retirar o manifesto. "Dessa forma, Tião Viana fica fortalecido na liderança", afirmou. Paim confirmou que, hoje pela manhã, na reunião da bancada, Viana afirmou ter ficado desprestigiado ao ler na imprensa que oito senadores (dos 14 da bancada) haviam assinado o documento. "Se for assim, eu renuncio ao cargo", disse Viana segundo relato de Paim. O líder teria chegado a se retirar da reunião e, em seguida, os demais senadores teriam discutido o assunto, decidindo depois retirar o documento para evitar uma crise interna na bancada petista. Sem comentáriosNa conversa com os repórteres por volta do meio-dia, Tião Viana não quis fazer comentários sobre a informação divulgada por sua assessoria e confirmada pelo senador Saturnino Braga (PT-RJ) de que apresentou uma carta de renúncia. Ele participou no final da manhã de uma reunião com líderes do PMDB, PSDB, PFL e o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, para discutir o parcelamemento da dívidas dos Estados. Mercadante não quis comentar o fato de Tião Viana estar incomodado com o manifesto assinado por senadores em apoio aos radicais ameaçados de expulsão do PT. Antes de anunciar a decisão, Tião Viana e Mercadante afirmaram que é preciso esperar a coletiva que esse grupo de senadores que assinaram o manifesto concederá às 12h30.

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