Tião Viana não fará força para antecipar votação da CPMF

Presidente interino diz que sugestão é da bancada governista e que há prazo regimental

29 de novembro de 2007 | 11h18

O presidente interino do Senado, Tião Viana, chegou nesta quinta-feira, 29, ao Congresso afirmando ser possível antecipar de 14 para 6 de dezembro a votação em primeiro turno da prorrogação da CPMF, mas que não fará nenhum movimento nesse sentido. Antecipar a votação para dois dias depois do julgamento de Renan Calheiros é uma idéia do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR). "A mim compete assegurar o cumprimento dos prazos regimentais. Que há condições regimentais para isso, há. Que eu farei algum movimento nesse sentido de antecipação, não", afirmou Tião Viana ao descer do carro. O presidente interino do Senado afirmou também que o caso Renan e a CPMF devem ser tratados como "coisas separadas" para garantir a "isenção" do processo legislativo. Na organização do calendário de votações do fim do ano, Tião Viana fixou em 4 de dezembro a votação do projeto de resolução apresentado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar propondo a perda do mandato de Renan Calheiros. A acusação é a de que ele firmou uma sociedade secreta com o empresário João Lyra para a compra de um jornal e de duas emissoras de rádio em Alagoas. Nesse mesmo calendário, Tião Viana fixou em 14 de dezembro a votação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, cuja validade encerra-se no próximo dia 31 de dezembro. A oposição diz que tem votos suficientes para derrubar essa cobrança, mas o PDT acaba de dar indicações de que votará a favor.  O governo quer que os ministros se empenhem em conquistar o apoio público de senadores que mantém posição contrária à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas que têm interesse na aprovação da emenda. É o caso de senadores que pretendem disputar as eleições para governador em 2010. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de agora, intensificará contatos e manterá conversas com governadores e senadores para assegurar a aprovação da CPMF. Nesta semana, Lula terá encontros pessoais com pelo menos dois governadores, o do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), e o do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB). O Poder Executivo montou um grupo especial para resolver dificuldades e divergências na bancada governista no Senado. (Com Agência Senado)

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