Tião Viana é candidato no Senado, avisa Ideli a Lula

Em conversa com o presidente, líder do PT considera Sarney fora [br]da disputa e sustenta que candidatura do petista é irreversível

Christiane Samarco, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

30 de dezembro de 2008 | 00h00

A candidatura do petista Tião Viana (AC) à presidência do Senado está mantida e é irreversível, segundo foi informado ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa com a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR). "O Tião está disposto a disputar no voto, em plenário, e não há nada que justifique a retirada de seu nome. Está claro que o presidente não apelará para que ele retire a candidatura", afirmou Ideli depois do encontro, no Palácio do Planalto. O cenário hoje aponta para um confronto entre Viana e o atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Na conversa com Lula, Ideli e Jucá avaliaram que o senador José Sarney (PMDB-AP) está fora da corrida sucessória. Peemedebistas próximos de Sarney afirmam, no entanto, que ele é a "reserva técnica" do partido.Lula quer pôr o PMDB contra a parede para esclarecer de uma vez por todas se a candidatura de Sarney existe. Nem mesmo Garibaldi descarta a candidatura do ex-presidente da República. A um senador a quem pediu voto, ele admitiu que há dúvidas sobre a constitucionalidade de sua reeleição e disse que Sarney só sairá candidato à última hora, na hipótese de haver um impedimento de natureza jurídica a seu nome. Um dirigente do PMDB disse que, mesmo neste caso, o partido ainda tentará obter o apoio do Planalto para um entendimento em torno de Sarney, para evitar o racha na base governista.Em campanha junto a senadores da base aliada e da oposição, o presidente do Senado lembra sempre que tem cinco pareceres de "juristas conceituados" respaldando sua reeleição, entre os quais os ex-ministros Maurício Correa e Francisco Rezek, além de Manoel Gonçalves Ferreira Filho, Diogo Figueiredo e Luiz Barroso. A líder do PT admitiu ontem que seu partido poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a reeleição de Garibaldi, que cumpre um mandato-tampão de pouco mais de um ano, por conta da renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL). "Não descartamos nenhuma hipótese, mas o mais importante é termos um clima de conciliação no Senado", disse Ideli.Sarney chegou a retirar seu nome de qualquer cogitação quando soube que sua filha e também senadora Roseana (PMDB-MA) teria de se submeter a uma cirurgia para a retirada de um aneurisma no cérebro. Abalado, ele informou ao grupo mais próximo que não teria "cabeça" para pensar em presidência do Senado. Um dirigente peemedebista observa, porém, que a situação mudou quando o médico de Roseana propôs que a operação fosse realizada em março. FRASEIdeli SalvattiSenadora (PT-SC)"O Tião está disposto a disputar no voto, em plenário, e não há nada que justifique a retirada de seu nome. Está claro que o presidente Lula não apelará para que ele retire a candidatura"

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