Tião Viana diz que trégua entre PT e PMDB não teve seu aval

Crise foi desencadeada com a eleição para presidente do Senado, disputada pelo petista e vencida por Sarney

da Redação,

23 de março de 2009 | 16h26

O senador Tião Viana (PT-AC) negou nesta segunda-feira, 23, em plenário ter autorizado qualquer acordo com o objetivo de superar suposta crise entre o PT e o PMDB, desencadeada com a eleição para presidente da Casa, disputada por Viana e vencida por José Sarney (PMDB-AP), segundo informações da Agência Senado. A trégua, segundo Viana, não teve sua participação e foi acertada apenas entre os líderes do Congresso. "Quero deixar claro que aquela reunião não contou com a minha autorização, tudo o que se tratou não teve o meu envolvimento, portanto estou distante dela, do que se tratou nela e do que se decidiu nela", disse o senador.

 

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Foram ao jantar que teria selado a paz entre os dois partidos o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Aloizio Mercadante (PT-SP), Romero Jucá (PMDB-RR), Gim Argello (PTB-DF) e Ideli Salvatti (PT-SC). O pacto de boa convivência foi firmado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ali ficou acertado o cessar-fogo para evitar tiros nos próprios pés e estilhaços no Planalto. "Todos concordaram em esquecer os ressentimentos e apoiar a reforma administrativa que o presidente do Senado, José Sarney, quer fazer", afirmou Múcio após o jantar.

 

Viana também se viu alvo de acusações. Em janeiro, o petista emprestou um telefone celular, que tem a conta quitada pelo Senado, para que sua filha usasse em viagem ao México. O senador disse ter pago a conta, mas não quis revelar o valor. "Não me interessa uma guerra fratricida", insistiu. Na tribuna, ele contou que em dez anos gastou R$ 56.119,73 com saúde e dentista. Só em 2007 foram R$ 40.980.

 

A crise entre o PT e o PMDB vem se agravando desde a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro, quando Sarney venceu Viana. Apesar da trégua estabelecida no jantar de quarta-feira, Lula ainda está preocupado com os desdobramentos do confronto. Renan avisou que o PMDB continuaria a mostrar as garras contra Viana, caso o PT não parasse com a guerra contra Sarney. A ala do PMDB ligada a Renan acredita que a onda de denúncias envolvendo o presidente do Senado é alimentada por petistas.

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