Tião Viana diz que aceita exigências do PSDB para apoiá-lo

Sarney também receberia carta dos tucanos; bancada decidirá apoio após receber resposta dos dois candidatos

Rosa Costa, da Agência Estado,

28 de janeiro de 2009 | 19h08

O senador Tião Viana (PT-AC) divulgou nesta quarta-feira, 28, uma carta em que aceita as exigências feitas pelo PSDB para apoiar a candidatura dele à Presidência do Senado. No texto, Viana afirma que sua resposta ao PSDB é extensiva "aos partidos e ao País". O senador petista afirma que há coincidência entre as 12 exigências apresentadas pelos tucanos e os pontos que ele próprio vem defendendo em sua campanha.   Veja também: PT se recusa a negociar candidatura de Viana por cargos PT admite traições a Temer se Sarney vencer Entenda a disputa no Congresso  A sucessão dos presidentes do Senado    Opine: Quem vai ganhar no Senado e na Câmara?   Tião Viana diz que oferece não só ao PSDB, mas aos demais partidos "uma candidatura construída à luz do dia e afirmada publicamente, valorizando a transparência e buscando a superação dos conchavos e da dissimulação que tanto comprometem o exercício da política."   O candidato do PT transcreve as 12 exigências pelos tucanos e afirma concordar com todas elas. Entre os compromissos dos tucanos com os quais se identifica, está a reafirmação de posição contrária a uma emenda constitucional propondo um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apoio à proposta do PSDB de recuperar a imagem do Senado. Segundo Tião Viana, tratam-se de medidas "para reerguer a imagem do Senado e provocar o reencontro do Congresso Nacional com a sociedade brasileira".   Da lista do PSDB, divulgada nesta quarta, constam também a independência e a defesa da soberania do Congresso e do Senado; exigência de respeito às oposições; e o compromisso de rejeitar sumariamente as medidas provisórias que não atenderem ao princípio constitucional da urgência e da relevância.   Sarney   Documento idêntico ao que foi entregue a Tião Viana seria levado ao senador José Sarney (PMDB-AP). Só depois de obter a resposta dos dois candidatos é que a bancada do PSDB voltará a se reunir para decidir e tornar pública a sua escolha. Nos bastidores, os tucanos avaliam que se Sarney acatar as exigências do partido, será o escolhido.   Em relação a divisão dos postos de poder, o PSDB quer a garantia de indicar o senador Marconi Perillo (GO) para a primeira vice-presidência do Senado, Flexa Ribeiro (PA) para a quarta secretaria, Jereissati para a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos e Eduardo Azeredo (MG) para a presidência da Comissão de Relações Exteriores. O senador Alvaro Dias (PR), que ensaiou disputar a primeira vice-presidência com Perillo, desistiu de postular o cargo e aceitou ser o primeiro vice-líder de Arthur Virgílio (AM) no plenário.

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