Tião Viana defende PT no Senado e continua no cargo

O senador Tião Viana (PT-AC) afirmou, em entrevista coletiva, que permanecerá no cargo de líder do PT no Senado. A confirmação ocorreu após pronunciamento no plenário do Senado, no qual Viana falou sobre a crise surgida com a divulgação de um documento assinado por oito senadores petistas em apoio a três parlamentares radicais do PT, ameaçados de expulsão do partido. O pronunciamento, no entanto, deixou dúvidas sobre se o líder estava ou não recuando de sua decisão de renunciar, anunciada de manhã. Na entrevista, porém, o senador disse que continuará no cargo diante do reconhecimento, pelos oito senadores, de que haviam cometido um erro político e iriam retirar o manifesto, que seria encaminhado à Executiva Nacional do PT. Ele relatou que obteve a solidariedade dos 14 senadores da bancada, incluindo a senadora Heloísa Helena (PT-AL), sob ameaça de expulsão. Tanto no discurso quanto na entrevista, o líder reafirmou o direito que todos os petistas têm de manifestar suas opiniões livremente, mas observou que eles têm de cumprir as decisões do partido. "As reformas são maiores do que todos nós, pois dizem respeito aos interesses de toda a sociedade brasileira", sustentou. Ele disse que lutará, juntamente com os demais parlamentares do partido, para encontrar uma solução conciliatória para o caso dos radicais. Viana foi cumprimentado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que será testemunha de defesa de Heloísa Helena no Conselho de Ética do partido. Segundo ele, a senadora, assim como os deputados Babá (PA) e Luciana Genro (RS), são pessoas que têm história na construção do PT e defendeu uma solução que os mantenha no partido.

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