Tião Viana anuncia corte de despesas no Senado

Mesmo dizendo que não trabalha para ficar, o interino corta viagens de funcionários lotados em comissões

CIDA FONTES, Agencia Estado

30 Outubro 2007 | 19h36

Mesmo afirmando que não trabalha para permanecer no comando do Senado, o presidente interino, Tião Viana (PT-AC), anunciou nesta terça-feira, 30, medidas administrativas para cortar gastos. Uma delas é o cancelamento de viagens de funcionários lotados em comissões técnicas e em gabinetes de senadores. O petista resolveu cortar também o pagamento, pelo Senado, das passagens de convidados para participarem de audiências públicas na Casa. Tião Viana disse que mandou cancelar, por exemplo, a viagem de uma pessoa que mora na França e que participaria de uma audiência pública com passagens aéreas pagas pelo Senado. Quatro assessores de uma comissão foram impedidos de viajar para o interior de São Paulo, também com despesas pagas pela Casa. Mesmo ressaltando que pretende valorizar os funcionários, Tião Viana entende que está havendo abusos. Ele pediu um levantamento de despesas e da previsão da economia que essas iniciativas poderão gerar aos cofres do Senado. Para coibir a entrada de pessoas estranhas no café dos senadores e no plenário, Tião Viana disse que esses espaços serão mais controlados a partir de agora. "O acesso a esses espaços será restrito, e considero importante para garantir a disciplina e o bom funcionamento do ambiente que envolve o Senado e o cafezinho", disse o senador, acrescentando que não permitirá a circulação "sem necessidade" de assessores nos dois ambientes.   Acesso restrito   Também nesta terça, o interino  anunciou medidas para restringir o acesso de estranhos ao plenário da Casa e ao cafezinho dos senadores. "No sentido de darmos a devida tranqüilidade, harmonia e funcionalidade ao ambiente de trabalho dos senadores, a presidência tomou a decisão de controlar o acesso, nos termos de um ato da Mesa do Senado Federal, de 1999, e faz um apelo para a devida colaboração", afirmou Viana. Segundo o presidente interino, vários senadores têm criticado o fato de o local estar sendo utilizado por pessoas e não por parlamentares. "Concordo que tenham criticado", afirmou, ressaltando que o cafezinho "é um local que deve ser restrito aos senadores e para diálogos com a imprensa". Tião afirmou ainda que a imprensa "continuará sendo estimulada a participar do diálogo, que é fundamental para a democracia", mas que para os demais funcionários da Casa o acesso será restrito. Assessores, segundo o presidente interino do Senado, poderão entrar e entregar documentos, mas não deverão ficar sem necessidade no plenário e no cafezinho. var keywords = "";

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