Thomaz Bastos analisa caso Santoro

O ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, está reunido com seus principais assessores discutindo os últimos episódios envolvendo a divulgação, ontem à noite, pelo Jornal Nacional, de uma fita gravada com uma conversa entre o subprocurador Geral da República, José Roberto Santoro, e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Na conversa, Santoro tenta negociar um perdão a Cachoeira caso este entregasse a fita onde o ex-assessor da Presidência Waldomiro Diniz, pedia propina. Thomaz Bastos deverá dar uma entrevista no início da tarde, para tratar do assunto. O ministro, segundo assessores, está bastante preocupado com o episódio.Na avaliação do ministro da Justiça, o episódio envolvendo a divulgação da fita é que o incidente é menor que o barulho causado. O ministro, segundo assessores, está convencido de que o Ministério Público tem todas as ferramentas para investigar e punir José Roberto Santoro. Preocupado com o episódio, o ministro conversou logo no início do dia, por telefone, com o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. Ele também conversou sobre o assunto no Palácio do Planalto.A gravação Na conversa, na madrugada do dia 12 de fevereiro (Santoro alega que foi no dia 8 de fevereiro) dentro da Procuradoria Geral da República, o procurador tenta convencer Cachoeira a entregar a gravação. Ele alega que, pelo horário, poderiam ser flagrados por Fontelles. "Daqui a pouco o procurador-geral vai dizer assim: p...você está perseguindo o governo que me nomeou. Que sacanagem é essa? Está querendo ferrar o assessor do Zé Dirceu (ministro da Casa Civil), o que você tem a ver com isso? Aí, eu vou dizer, não, não tenho nada, estou ajudando. P... ajudando como, você é um subprocurador-geral, você não tem que ficar na madrugada, na procuradoria, tomando depoimento dos outros, afirma Santoro, na gravação, referindo-se a uma eventual reação de Fonteles.

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