Reprodução/Instagram
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Thiago Lacerda critica PL sobre abuso de autoridade e elogia Lava Jato

'Esse projeto de lei é muito perigoso porque tem por fim criar obstáculos no combate à corrupção no Brasil, especialmente à Operação Lava Jato', disse o ator nas suas redes sociais

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2017 | 09h55

O ator Thiago Lacerda publicou em suas redes sociais, neste domingo, 23, um vídeo em que critica o projeto de lei que pune o abuso de autoridade, em tramitação no Senado, e apoia a operação Lava Jato.

"Esse projeto de lei é muito perigoso porque tem por fim criar obstáculos no combate à corrupção no Brasil, especialmente à Operação Lava Jato", disse o ator, que lembrou que a proposta será votada na próxima quarta-feira, 26, em Brasília.

Lacerda aproveitou para elogiar a Operação Lava Jato e dizer que as investigações são um importante passo para o combate aos crimes de corrupção. "É uma janela histórica no combate à corrupção e a gente precisa se mobilizar", disse o ator. "O cidadão brasileiro precisa proteger e preservar o andamento da Operação Lava Jato. Esse é um passo muito importante. Quarta-feira, esse projeto de lei 280 não passará porque o povo brasileiro não vai deixar", finalizou.

Veja o vídeo na íntegra:

Polêmico, o projeto de lei é criticado por membros do Judiciário e do Ministério Público por ser considerado uma tentativa de barrar as investigações contra políticos, em especial a Lava Jato. Na última quarta-feira, 19, o relatório foi lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo relator, senador Roberto Requião (PMDB-PR), que modificou o projeto inicial de Renan e apresentou um substitutivo com base na proposta alternativa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas com diversas alterações.

A previsão era que o projeto fosse julgado no dia 19, mas, após as mudanças de Requião no texto do Ministério Público, os senadores pediram vista do texto e mais tempo. O presidente da CCJ, Edison Lobão (PMDB-MA) marcou, então, a votação do projeto para o dia 26. Ele disse que não vai admitir "obstrução, nem nenhum outro tipo de chicana regimental" para protelar a apreciação do texto. 

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