Reprodução/The New York Times
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The New York Times destaca prisão de Lula na capa e cita virada nas eleições

Jornal também falou da reação dividida do País e de conflitos em Curitiba, onde ex-presidente passou primeira noite preso

Flavia Alemi, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2018 | 09h44

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi uma das manchetes da capa do jornal americano The New York Times na edição deste domingo, 8, com destaque para a reviravolta que seu encarceramento representa para as eleições presidenciais brasileiras.

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"Depois de mostrar ampla liderança nas pesquisas, Lula prometeu a seus seguidores que o Partido dos Trabalhadores (PT) iria, mais uma vez, tomar o controle do destino do Brasil e priorizar políticas para reduzir a desigualdade no País", diz o texto publicado na primeira página da edição impressa.

A matéria também destaca a reação dividida do País, com alguns brasileiros disparando rojões e fazendo buzinaço enquanto outros lamentavam a prisão. De acordo com o jornal, em Curitiba, centenas de petistas cantavam o jingle da primeira campanha presidencial de Lula, em 1989, enquanto esperavam a chegada do ex-presidente do lado de fora do prédio onde ele será mantido. Enquanto isso, um grupo menor batia panelas e cantava "Lula ladrão, seu lugar é na prisão".

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Segundo o jornal, se Lula vencesse o pleito, o fato marcaria um "retorno impressionante" após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Ela foi substituída por Michel Temer, um político de centro-direita extremamente impopular que também é acusado de corrupção", cita o jornal.

A reportagem aponta, ainda, que Lula não indicou um possível substituto para seu lugar nas eleições, o que deve deixar a escolha nas mãos do PT. Porém, ao cumprimentar aliados durante seu discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula elogiou Manuela d'Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL). Os dois são pré-candidatos às eleições presidenciais deste ano.

Para o The New York Times, ao por fim à candidatura de Lula, a decisão da Justiça leva a questionamentos sobre a imparcialidade e o equilíbrio das eleições de outubro.

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