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'The Guardian' destaca 'greve de bigode' para tirar Sarney

Jornal inglês diz que 'eleitores brasileiros indignados' usam nova 'ferramenta de protesto' em site na internet

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

23 de julho de 2009 | 11h55

O jornal britânico The Guardian destacou em seu site nesta quinta-feira, 23, a "revolução do bigode" para protestar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O artigo cita uma página na internet com o nome de "Greve de Bigode" que convida os internautas a tirar fotos com a "ferramenta de protesto" - natural ou falso - e enviar ao blog, "até o Sarney cair".

 

"Os bigodes são uma referência a José Sarney, o presidente do Senado brasileiro, atingido recentemente por denúncias de nepotismo e empreguismo".

 

O The Guardian diz ainda que os "eleitores indignados" só irão se desfazer do bigode após o Senado "se desfazer do seu presidente". No entanto, ressalta que analistas não acreditam na renúncia do senador, "um poderoso aliado da base do governo e ex-presidente da República".

 

A lista de denúncias contra ele é extensa: empregar parentes nas estruturas do Senado; uso indevido de auxílio-moradia; supostas remessas ilegais ao exterior; responsabilidade nos chamados atos secretos; e omissão de declarar uma casa à justiça eleitoral.

 

Um de seus filhos -administrador dos negócios da família- é alvo de investigação da Polícia Federal. Fernando José Macieira Sarney é suspeito de diversos crimes, entre eles tráfico de influência em órgãos do governo federal comandados por indicados do pai, segundo reportagem de O Estado de S.Paulo.

A Fundação José Sarney, instituto dedicado à preservação de sua memória, é suspeita de ter desviado dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras.

 

Nesta semana, o Estado divulgou áudios da Polícia Federal, com autorização judicial, que mostram  a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado por meio de atos secretos

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