'The Economist' publica reportagem que exalta gestão de Aécio Neves em MG

Revista britânicia diz que tucano promoveu 'emagrecimento' da máquina no Estado, enquanto governo federal 'inchou'

Fernando Nakagawa, Agência Estado

21 de março de 2013 | 18h21

A revista britânica "The Economist" publicou nesta quinta-feira, 21, uma reportagem elogiando o virtual candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. Com o título "O remédio de Minas", a publicação destaca especialmente o perfil administrador do tucano. Ao afirmar que Aécio executou um "choque de gestão" em Minas Gerais, a revista compara os resultados de gestão no Estado com o aumento do número de ministérios no governo federal petista.

Segundo a publicação, Aécio usa como lema "gastar menos no governo e mais nos cidadãos". Com essa estratégia, a revista afirma que os mineiros se acostumaram na última década com a ideia de que merecem bons serviços pelos impostos pagos. "Todas as escolas do Estado devem apresentar seus resultados nas provas nacionais na porta e devem reservar dias para comunicar aos pais as áreas onde pretendem melhorar", cita a reportagem.

A The Economist diz que o "emagrecimento" da máquina pública que Aécio produziu em Minas Gerais se contrapõe com o "inchaço" observado na esfera federal. "Desde que o PT assumiu o poder em 2002, o número de ministérios aumentou de 26 para 40 e a folha de pagamento federal cresceu incansavelmente até que Dilma Rousseff interrompeu a tendência em 2011", diz.

"Graças em parte a esse sucesso em Minas Gerais, ''Mr. Neves'' está perto de se tornar o candidato do PSDB, o principal partido da oposição, na eleição presidencial do próximo ano", diz o texto. A reportagem sugere que a gestão do tucano pode ser positiva para o Brasil. "Uma dose do remédio de Minas pode fazer bem ao Brasil", diz. "Mas, a não ser que os sintomas (do Brasil) piorem rapidamente, Neves terá de lutar para convencer o paciente a lhe dar uma chance".

A Economist lembra, porém, que o mesmo PSDB já falhou ao tentar vender a ideia de gestão pública eficiente nas eleições presidenciais de 2010, quando Dilma Rousseff saiu vitoriosa das urnas e derrotou o tucano José Serra.

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