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The Economist faz reportagem sobre dificuldades do governo

Com o título "Out of love", a revista The Economist dedica em sua edição desta semana uma reportagem às recentes dificuldades enfrentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a publicação britânica, o ponto baixo para o governo pode ter ocorrido quando o chefe de um partido ligado ao Palácio do Planalto pediu a renúncia do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Ou talvez quando o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, criticou membros simpatizantes da oposição. Ou quando houve filas de passageiros nos aeroportos por causa da greve na Polícia Federal."Qualquer que seja o constrangimento que você escolher, alguma coisa claramente destrilhou do governo de 15 meses do presidente Lula", disse a revista. Segundo a Economist, o governo Lula tem se baseado em dois pilares: a sua "extraordinária" popularidade junto aos eleitores e uma grande aliança com a maioria dos partidos no Congresso Nacional. "Ambas estão cambaleantes", diz texto.A revista afirma que os recentes problemas enfrentados pelo governo teriam menos impacto se ele estive gerenciando bem outras coisas. "Mas a economia encolheu no ano passado, desemprego está crescendo e as empresas reclamam que a ineficiência do governo está segurando o investimento", disse. "Todo revés, quem quer que seja o responsável, eleva a atmosfera de crise. As políticas de Palocci, a eficiência de Dirceu e a liderança de Lula estão todas em questão."Segundo a revista, no entanto, essa ´troika" tem reservas de força e os meios para se recuperar. "Apesar da erosão do apoio popular, causada mais pelos problemas do bolso do que pelo escândalo, Lula é ainda surpreendentemente popular", disse. Com as eleições municipais de outubro se aproximando, a revista observa que muitos políticos estão falando em "calibrar"a política econômica para estimular mais crescimento econômico. As principais idéias falam de permitir uma inflação um pouco mais alta, pois assim os juros poderão cair mais rapidamente, e em reduzir "o superávit primário planejado". Mas a Economist alerta que qualquer abandono das políticas econômicas de Lula, estimularia inflação e prejudicaria a confiança na capacidade do Brasil de pagar sua dívida, elevando assim o seu elevado custo. "Mas o governo até o momento mostra pouucos sinais de èstar cedendo à pressão". A Economist observa que a economia brasileira começou a crescer novamente no ano passado e o desempergo - cujos fatores sazonais o pressionaram para cima - deverá começar a cair em breve. "Com um pouco de sorte, esses fatores vão impedir que a crise de gerenciamento do Brasil se transforme numa crise econômica", concluiu a revista.

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