Tetraplégica é impedida de usar sistema de cotas da Uerj

A aplicação do sistema de cotas nas universidades ganha mais um caso controverso para esquentar a polêmica em torno do assunto. Tetraplégica há cinco anos e meio em conseqüência de uma bala perdida num tiroteio entre assaltantes e seguranças da joalheria Tzipora, em Vila Isabel, na zona norte, Camila Magalhães Lima Mutzenbecher, de 17 anos, não conseguiu se matricularna Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), apesar de ter passado no vestibular da para Ciências Econômicas dentro dosistema de cotas para deficiente físicos.A estudante foi surpreendida com a exigência da instituição de que, para ser beneficiada por uma vaga no sistema de cotas, elateria que, além de ser deficiente, ter renda familiar de no máximo R$ 300. A família entrou na terça-feira com pedido de liminar àJustiça para garantir o direito de Camila se matricular e ir às aulas, que começam na segunda-feira. "A exigência de renda até R$300 é de um edital da Uerj e é ilegal porque contraria a lei estadual 4151, que cria o sistema de cotas", diz a mãe de Camila,Anna Lúcia Magalhães Lima.Em anos anteriores, a Universidade foi criticada porque negros e pardos de classe média, oriundos de colégios particulares, sebeneficiaram das cotas e tiraram vagas de brancos de famílias de baixa renda, que vinham de escolas públicas.

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