Teto para plebiscito no Pará é de R$ 10 milhões

Começa hoje a campanha do plebiscito que decidirá sobre a proposta de divisão do Pará em até três Estados, criando as unidades de Tapajós e Carajás. Cada frente - duas pró-separação e duas contra - poderá gastar, no máximo, R$ 10 milhões. O valor foi estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base nos gastos previstos para uma campanha ao governo do Estado. Nas eleições do ano passado, Simão Jatene (PSDB) gastou R$ 5,3 milhões para se eleger governador do Pará. Já sua principal adversária, Ana Júlia Carepa (PT), desembolsou cerca de R$ 13 milhões.

AE, Agência Estado

13 de setembro de 2011 | 07h26

Apesar da existência de quatro frentes, na prática haverá dois grandes grupos: o favoráveis e os contrários à divisão do Estado. O plebiscito está marcado para 11 de dezembro e as inserções no rádio e na TV só poderão começar um mês antes da votação. Até lá está liberada a realização de comícios, shows e debates, além da distribuição de panfletos e a circulação de carros de som. A propaganda por meio de outdoors não será permitida. Ainda que se trate de uma eleição inédita - é a primeira vez que a criação de um Estado vai ser decidida nas urnas - os envolvidos dizem que será como uma campanha eleitoral comum.

O marqueteiro Duda Mendonça será um dos responsáveis pela campanha separatista. Baiano, Duda é proprietário de terras na região de Carajás e está fazendo o trabalho de graça. O jingle composto por ele sugere que todos os paraenses pertencem a uma só família, mas que "um dia todo filho cresce e chega a hora da emancipação".

Do lado antisseparatista, a identidade visual da campanha usa o branco e o vermelho da bandeira do Pará e foi desenvolvida por empresas locais.

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