Testes da aids ficarão mais rápidos e baratos

Os testes para diagnosticar a Aids ficarão mais rápidos e custarão menos ao governo. Após dois anos de negociação, o laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz, órgão do Ministério da Saúde (MS), assinou hoje em Brasília um acordo de transferência de tecnologia com a empresa americana Chembio.A partir de agora, o Brasil começará a produzir o kit americano que fornece o diagnóstico do vírus HIV tipos 1 e 2 em menos detrês minutos. "É um teste absolutamente rápido e de uso ambulatorial e eu creio que isso vai dar um avanço muito significativo para o programa DST/Aids porque a questão do diagnóstico é muito complexa, a pessoa ter que ir até um laboratório, tirar sangue, fazer uma operação que leva tempo, sempre é mais difícil, certamente vai facilitar desta forma como nós estamos fazendo", afirmou o diretor de Bio-Manguinhos, Akira Homma, à Agência Brasil.A produção do kit em solo brasileiro também proporcionará em três anos, uma economia de US$ 500 mil para o ProgramaNacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids). A cada ano, o programa efetua 300 mil exames dessegênero a um custo de US$ 1 milhão, já que todos os kits são importados.O teste rápido terá preferencialmente uso ambulatorial, e será fundamental em grávidas que não fizeram o pré-natal ou emrecém-nascidos, permitindo que sejam tomadas medidas de prevenção para evitar a infecção de mãe para filho, a chamadatransmissão ver tical. Além disso, as populações que vivem em áreas de difícil acesso também poderão ser beneficiadas com o novo teste. É o queexplica o diretor adjunto do programa DST/Aids, Ricardo Pio Marins: "O teste vai possibilitar para mulheres na hora do parto a identificação se há risco ou não da infecção pelo HIV e aí sim poder tratar e evitar a transmissão para o filho e depois para aprópria mulher na evolução da doença dela, e garantir nas regiões de difícil acesso que as pessoas também tenham chance defazer o t este, principalmente na região amazônica, na região Norte, onde as pessoas têm dificuldade de acesso aoslaboratórios".

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