Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Testemunha da queda diz que aeronave se inclinou antes de perder sustentação

Turista estava a passeio pela área onde o avião que levava Teori Zavascki se acidentou

Fernanda Nunes / Rio de Janeiro, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2017 | 19h52


Testemunha da queda do avião que levou à morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki na última quinta-feira, 19, Lauro Koehler afirmou não ter visto fumaça ou explosão na aeronave antes de cair, como afirmaram outras testemunhas. "Não houve nada no avião. O avião simplesmente fez uma curva fechada demais, se inclinou demais. Acredito que isso tenha feito ele perder a sustentação", descreveu em vídeo gravado para distribuir a veículos de imprensa que o procuram para contar o que presenciou. 

Koehler estava com a mulher, Raquel Schneider, em um barco passeando na Bacia de Paraty, a mais ou menos um quilômetro da costa da cidade fluminense de Paraty, quando avistou o avião onde estava o ministro. Por causa da forte chuva, que comprometia a visibilidade, decidiu interromper o passeio. "Nesse momento, passou na nossa frente um avião fazendo uma curva de 180 graus. À medida que ele foi fazendo a curva foi perdendo altitude e ficando cada vez mais inclinado. Quando ele estava acabando de fazer a curva de 180 graus, já estava tão baixo, tão inclinado que bateu com a asa na água. Nós só vimos a coluna d'água levantar", afirmou. 

Após a queda, o casal se dirigiu aos destroços, onde acompanhou a chegada do socorro. "Chegou Marinha, Polícia Militar, bombeiros etc. E aí foi, inclusive, detectado que havia uma mulher que estava viva numa bolha de ar dentro da carenagem. Tentaram tirar, mas, por mais que tentassem, não conseguiram. Não foi possível abrir a carenagem do avião. Essa mulher perdeu os sentidos e foi para o fundo do avião e morreu", contou. 

Considerado um trabalho complexo pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por analisar as causas do acidente,  o resgate da aeronave foi paralisado e não há prazo para que seja retomado. Enquanto isso, a Marinha vigia o local. O gravador que registra as conversas do piloto foi encaminhado para Brasília. 

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