Testemunha da morte de Toninho do PT é detida

O garçom Anderson Ângelo Gonçalves, uma das testemunhas no caso da morte do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, foi detido nesta quinta por falso testemunho depois de prestar depoimento ao Ministério Público, no Fórum de Amparo, interior de São Paulo. Às 19h45, Gonçalves ainda estava no Fórum e prestava um segundo depoimento. O promotor André Luiz Bogado Cunha acompanhou os trabalhos e até o fechamento desta edição não pôde falar com o Estado de S. Paulo. O prefeito Toninho do PT foi assassinado em 10 de setembro de 2001, em Campinas. O garçom que ganhou o apelido de Jack durante as investigações e que já depôs na CPI dos Bingos teria dito que em 2002 foi impedido de depor no caso Toninho por ter sido levado até Amparo e ter sido dopado em um hospital da cidade. O Ministério Público teve acesso aos registros de atendimento do garçom e constatou que ele teria sido medicado com apenas um analgésico. A contradição nas versões teria configurado o falso testemunho. Segundo informou o garçom, empresários combinaram o assassinato do ex-prefeito em um bingo de Campinas, para o qual ele trabalhava.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2006 | 21h53

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