Testemunha-chave contra Jader já fugiu da Justiça

O topógrafo mineiro Carlos Antonio Domingos de Oliveira, cujas denúncias levaram à decretação da prisão do ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) há 10 dias, foi condenado em 1981 pela Justiça da comarca de João Pinheiro (MG) a 18 anos de prisão, por roubo seguido de morte. Ele fugiu sem cumprir a pena, indo para o Pará. Testemunha-chave do inquérito sobre fraudes na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), foi seu depoimento, em que se dizia pressionado por Jader, que convenceu o juiz federal de Palmas (TO), Alderico Rocha Santos, a decretar a prisão.Depois de ir para o Pará, onde a condenação não era conhecida, Oliveira se apresentou como empresário e obteve R$ 1,1 milhão da Sudam para um projeto fantasma de criação de camarão em cativeiro, em Uruará (PA). Em agosto, com dívidas acumuladas, foi preso pela PF e acusou políticos e pecuaristas de Altamira de desviar recursos da autraquia. De acusado, virou testemunha-chave e colaborador das investigações.Pela sentença do juiz Rafael Afonso de Andrade Leite, Oliveira foi condenado por matar, em 1980, com golpes de chave de roda na cabeça, seu ex-patrão, José Neves de Souza, para roubar-lhe CR$ 32 mil. Seu advogado, Antonio Filho, pediu à PF proteção enquanto durar a investigação da Sudam.

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