ANDRE DUSEK|ESTADAO
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Teste inicial

Anúncio de que não haverá disputa pelo comando do PSDB foi um dos combustíveis para animar o Planalto e o presidente da Câmara a tentar um sprint final pela votação da reforma da Previdência na Casa ainda neste ano

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2017 | 03h00

O primeiro teste da capacidade de Geraldo Alckmin de unificar o PSDB virá antes da convenção de dezembro, que deverá ungir o governador paulista presidente do partido. O anúncio de que não haverá disputa pelo comando da sigla foi um dos combustíveis para animar o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), a tentar um sprint final pela votação da reforma da Previdência na Casa ainda neste ano. 

Afinal, em reunião com Temer e demais governadores, na semana passada, Alckmin foi incisivo ao defender uma proposta de reforma mais radical que o texto mitigado que vem sendo preparado pelo relator Arthur Maia (PPS-BA). Se manifestou contrário, por exemplo, a qualquer exceção de enquadramento de carreiras (como os militares, por exemplo) na proposta de unificação dos regimes.

Enquanto isso, o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), faz a defesa de ainda mais concessões no texto original do governo, e a bancada se mostra titubeante em apoiar a emenda.

Temer deverá pedir um encontro com Alckmin no sábado para pedir o apoio mais firme do PSDB às mudanças. Auxiliares do presidente dizem que isso ajudará a pavimentar o caminho para uma aliança entre tucanos e peemedebistas em 2018, mesmo que apenas no segundo turno.

A apresentação de um texto programático do PSDB “muito parecido com a Ponte para o Futuro”, conforme provocou um palaciano, também ajuda a construir a aliança. Mas o impulso inicial deverá ser dado por Alckmin. Agora a bola está com ele”, resume um senador peemedebista.

JOGO EM CASA

Alckmin e Doria selam trégua durante jantar

Depois de meses de relação tensa, que chegou em alguns momentos a um quase rompimento, Geraldo Alckmin e João Doria Jr. selaram uma trégua em jantar no domingo. Com aliados de ambos como testemunhas, o prefeito de São Paulo se comprometeu a apoiar o projeto do padrinho, na manifestação mais clara de que desistiu definitivamente de pleitear a Presidência. O encontro marcou ainda a reaproximação de Doria e Bruno Covas, seu vice, com quem também estava estremecido.

JOGO FORA

Situação de Aécio será desafio para paulista

Na lista de “trabalhos de Alckmin” no PSDB está outra missão espinhosa: definir a situação do atual presidente licenciado, Aécio Neves. A ala que antes apoiava a candidatura de Tasso Jereissati promete manter a pressão para que o senador mineiro seja submetido a um processo disciplinar e, a depender dos rumos de seu processo no STF, expulso. Alckmin precisa do apoio do grupo de Aécio e deve negociar sua permanência no partido.

SUSTO

Gravidade de quadro de Temer superou prognóstico

O quadro de saúde de Temer acabou se mostrando mais grave que os primeiros prognósticos médicos. O cateterismo, anunciado para durar meia hora, demorou quase o triplo. E o informe inicial era de obstrução de 65% a 70% em uma artéria — e não de 90% em três.

CALDEIRÃO

Fora do jogo, Huck vira “noiva” disputada

A anunciada desistência em disputar a Presidência não tirou Luciano Huck do radar. Aliados de Geraldo Alckmin e João Amoedo, do Novo, fazem acenos pelo apoio do apresentador e prometem ouvir suas sugestões para a elaboração de um programa de governo.

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