Teste de bloqueio de celulares começa dia 31

A secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, e o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Renato Guerreiro, vão reunir-se nesta sexta, 27, para acertar o início dos testes dos bloqueadores de celulares nos presídios brasileiros.As experiências começam no dia 31 de julho, em São Paulo, Rio, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal, Estados com a maior população carcerária do país. Os recursos virão do Fundo Penitenciário Nacional.A reunião da sexta servirá para combinar quantos estabelecimentos serão beneficiados num primeiro momento e que tipo de equipamento será utilizado para o bloqueio das ligações.Uma das dificuldades que precisam ser contornadas, de acordo com a secretária, é que não poderão ser cortadas as comunicações via rádio, utilizadas pelos agentes penitenciários para se comunicar com os policiais militares fora dos presídios.Ainda existem dúvidas sobre quais os tipos de aparelhos a serem utilizados. Uma das alternativas seria um caminhão que emitiria sinais para cortar as transmissões de celulares. Outra opção seria uma espécie de malha, com o mesmo objetivo eletromagnético.?Acredito que a Anatel já tenha equipamentos menores, para utilização em presídios de menor porte?, declarou Sussekind. A secretária espera que daqui a dois meses os bloqueadores estejam em funcionamento pelo menos nos Estados em que forem realizados os testes.Os contatos com a Anatel vêm desde o ano passado e se intensificaram após a rebelião no Carandiru, no início do ano, comandada totalmente através de ligações de celulares entre os líderes do Primeiro Comando da Capital (CCC).Sussekind declarou ainda que a cultura penitenciária precisa ser mudada, não bastando apenas a instalação de bloqueadores de chamadas celulares. Acostumada a viajar pelo país visitando os presídios, a secretária constatou que boa parte dos 200 portais para detectar a entrada de armas e celulares nos presídios brasileiros estava desligada, sob a justificativa de manutenção.Outro elemento que preocupa é a necessidade de engajamento dos agentes penitenciários no processo, já que muitos dos aparelhos que entram clandestinamente nos presídios são trazidos pelos próprios funcionários ou com a conivência deles. ?Os guardas penitenciários têm que incorporar essa mentalidade e devem passar por um controle mais rigoroso?.

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