Tesoureiro do PT pede ´mais nitidez´ ao TSE sobre doações

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, pediu "mais nitidez" ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na definição das empresas que podem e as que não podem fazer doações para campanhas eleitorais. Ferreira comentava o parecer técnico do TSE que rejeitou as contas da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa de doações de empresas que são sócias de concessionárias da União. Um exemplo é a mineradora Caemi, sócia da Vale do Rio Doce, concessionária da União. A empresa doou R$ 3,2 milhões para o candidato derrotado Geraldo Alckmin (PSDB) e R$ 1,8 milhão para Lula. Outras sócias da Vale também fizeram doações. "Se este é um impeditivo, é preciso que fique mais claro nas próximas eleições", afirmou Ferreira. Para ele, "é natural" que as contas da campanha da reeleição sejam aprovadas com ressalva no julgamento do TSE marcado para a próxima semana. O tesoureiro deixou reunião nesta sexta-feira, na sede do partido, em que se discute a organização da festa de posse do presidente Lula. Representantes dos partidos da coligação que reelegeu Lula e de movimentos sociais estão acertando os detalhes da comemoração, que terá, entre outras atrações, um palco na Praça dos Três Poderes onde vão se apresentar artistas como Zezé di Camargo e Geraldo Azevedo. Segundo Ferreira, os artistas não cobrarão cachê. O tesoureiro calculou que a festa terá menos da metade do público de 110.000 pessoas que acompanhou a posse de Lula em 2003. A partir da próxima segunda-feira, um comitê organizador da festa começará a trabalhar no edifício onde funcionou o comitê de campanha de Lula, que será a futura sede do PT em Brasília. Ferreira disse que o PMDB será convidado a participar da organização da festa a partir da próxima segunda. Segundo o tesoureiro, a festa será econômica, e cada movimento social e cada partido aliado dirá com quanto pode colaborar.

Agencia Estado,

08 Dezembro 2006 | 15h09

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