Tesoureiro do PT diz que doação de campanha não cria compromisso

O tesoureiro do PT, Delúbio Soares, afirmou que já pediu dinheiro a mais de 7 mil empresas para as campanhas do PT. Em entrevista publicada pela revista Época, na edição deste final de semana, Delúbio disse que a doação feita por uma empresa para as campanhas do PT "não significa compromissos posteriores". E completou: "Mas depois as pessoas podem conversar com o governo". Ele explicou como recolhia dinheiro para a campanha presidencial: "Dizíamos apenas que o PT tinha chance de ganhar. Se não quisessem, também, não tinha problema, não ficaríamos com raiva de ninguém. O que não podíamos era aceitar que dessem 5 para nós e 90 para o outro candidato."Segundo Delúbio, o PT aceitou colaborações de todas as pessoas e empresas que quiseram participar, "desde que não tivessem ligação com bingo, com narcotráfico ou com trabalho degradante". A entrevista concedida à Época não explica se outros colaboradores do PT seguiam o mesmo princípio.Delúbio também não viu problemas em sua freqüente presença no Palácio do Planalto e na rotineira agenda que cumpre em ministérios. "Política no Brasil é partidária", disse, concluindo que "a experiência do PT mostra que onde há sintonia fina a coisa funciona melhor".Ele não vê nenhum problema nos quinze encontros que teve com o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, de quem se disse "grande amigo". "Tratávamos sempre de assuntos que nos interessavam", concluiu.

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