Tesoureiro do PSDB nega que Paulo Preto tenha arrecadado dinheiro

Segundo Evandro Luiz Losacco, o PSDB não pratica caixa 2 e, há 16 anos no poder em São Paulo, 'não possui nem sede própria'

Elizabeth Lopes/SÃO PAULO, Estadão.com.br

19 de outubro de 2010 | 19h24

O tesoureiro adjunto do PSDB, Evandro Luiz Losacco, refutou nesta terça-feira, 19, acusação divulgada na imprensa de que o engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, tenha desviado R$ 4 milhões arrecadados para a campanha do partido. "Isso não procede. Eu asseguro que o PSDB não autoriza ninguém a arrecadar recursos em nome da legenda", afirmou Losacco, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Segundo ele, o engenheiro não é filiado ao partido e a sigla cumpre os critérios exigidos pela Lei Eleitoral, priorizando a transparência de suas contas. "O PSDB não pratica caixa 2 e é um partido que está há 16 anos no poder em São Paulo e não possui nem sede própria, o que mostra o bom uso de nossos recursos."

 

Losacco disse que a matéria divulgada sobre o suposto desvio dos R$ 4 milhões utilizou o seu nome em informações "fora de contexto e de maneira distorcida". "O que ocorre é que a campanha do PT não tem nada de concreto contra o nosso candidato José Serra e contra o PSDB, por isso, fica fazendo tempestade em copo d'água e utilizando informações de maneira equivocada e distorcida. Lamento que tenham usado o meu nome de maneira indevida", destacou. Além disso, o tesoureiro adjunto do PSDB afirma que em nenhum momento acusou o ex-diretor da Dersa de qualquer ato ilícito, até mesmo porque não tem contato pessoal com ele.

 

Na avaliação de Losacco, que já foi secretário-geral da legenda, o caso envolvendo o engenheiro Paulo Souza voltou a ganhar repercussão na mídia neste segundo turno das eleições presidenciais por causa "do desespero" do PT com o crescimento do presidenciável tucano José Serra nas pesquisas de intenção de voto". E reiterou: "Não existe nenhuma acusação concreta contra Serra e está ocorrendo uma atenção a fatos sem provas para tentar tirar o foco dos escândalos da Casa Civil (do governo Lula), numa tática semelhante já adotada no episódio envolvendo o escândalo do mensalão. O PT insiste em tentar mostrar que são todos iguais, o que não é. E o desespero para tentar fazer isso é uma prova do sucesso da campanha de Serra neste segundo turno."

 

Losacco disse também na entrevista à Agência Estado que, apesar do uso político que vem sendo feito deste caso, está otimista com os rumos da campanha do PSDB e aposta firmemente na vitória do tucano José Serra neste pleito. No seu entender, o tucano representa a melhor opção para o País.

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