Terrorismo muda marketing político para as eleições de 2002

A imagem do terrorismo nos Estados Unidos e suas conseqüências já alteram as campanhas políticas no Brasil para 2002. Os marqueteiros políticos já estão orientando os assessorados a modificar os discursos radicais. A tendência é adotar uma postura mais moderada, sem espaço para o radicalismo furioso. Essa é uma das principais conclusões do seminário temático sobre "Estratégias de Marketing Político comparado com o Marketing Empresarial", desenvolvido nos últimos dias no Ibmec Educacional. Um dos temas mais comentados referiu-se às eleições de 2002 durante o evento no MBA Executivo de Marketing, em São Paulo. O professor Saul Bekin, coordenador do MBA Executivo em Marketing do Ibmec, observa que as discussões no MBA concentraram-se sobre os efeitos da tragédia no marketing dos candidatos às eleições do próximo ano. Segundo Saul Bekin, "os debates em torno do cenário político na fase que antecede à disputa pelo Planalto atraem a atenção de executivos que freqüentam o curso de educação continuada da instituição e que buscam nas palestras orientação para nortear suas ações profissionais para o futuro". Participaram do debate Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, e os coordenadores de marketing político Nélson Biondi (encarregado da campanha do PPB); Luiz Gonzalez (PSDB); Chico Vasconcellos (PMDB) e Hiran Pessoa de Mello (PFL). Duda Mendonça (responsável pela campanha do PT) foi convidado, mas não pôde comparecer. Saul Bekin diz que os professores do MBA em Marketing do Ibmec-SP estão discutindo as necessidades de revisão pessoal e profissional dos programas e respectivos conteúdos: "Alterações obrigatórias, dada a comoção internacional e seus efeitos sobre os profissionais de marketing das organizações".

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