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Terminam os exames do juiz Nicolau

O juiz Nicolau dos Santos Neto foi examinado durante 2h30 por uma equipe de cinco médicos (três psiquiatras e dois clínicos) do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo, órgão da Secretaria da Justiça e da Cidadania. O laudo sobre as condições de saúde do ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho deverá ser encaminhado em, no máximo, dez dias para a Justiça Federal, que decidirá se o mantém ou não em regime de prisão domiciliar. Acusado pelo desvio de R$ 196,7 milhões das obras do Fórum Trabalhista, Nicolau está preso desde 8 de dezembro.Em 29 de junho, o juiz Casem Mazloum - que preside duas ações penais contra o acusado - concedeu a domiciliar em caráter temporário, por 30 dias. A defesa alega que Nicolau encontra-se "seriamente enfermo, com grave depressão". A Procuradoria da República requereu a nova avaliação médica porque entende que Nicolau pode ser tratado na Custódia da Polícia Federal. Nicolau chegou ao Imesc na Barra Funda por volta de 13 horas, em um camburão preto da PF. Até a sala de perícias, foi levado em cadeira de rodas. Durante cerca de 40 minutos, ele foi submetido a avaliação clínica. Um dos médicos é cardiologista. O outro é clínico em Medicina Legal. Depois, os três psiquiatras (um dos quais também é psicólogo) examinaram o acusado. O Imesc - com 60 profissionais - é reconhecido pela Justiça como órgão de "alta credibilidade". Os médicos do instituto estão habituados a examinar assassinos, ladrões e estupradores. Em julho, o instituto produziu 2,5 mil laudos, boa parte sobre casos de paternidade duvidosa. "É muito difícil que nós sejamos enganados por algum paciente", disse o psiquiatra Paulo Sérgio Calvo, ao ser indagado se Nicolau poderia estar simulando mal estar e depressão. "Nossa equipe está preparada para identificar simulações e dissimulações, ou se o examinado fez uso de medicações inadequadas", atestou o superintendente do Imesc, Sebastião André de Felice. Para a procuradora da República, Janice Ascari, que acusa Nicolau nas ações criminais, "ele estava bem na Custódia da PF até 13 de junho quando perdeu o habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal".

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