Tereza diz que emissora herdou programação

Segundo presidente da EBC, grade é avaliada para ver se programas seguem novas diretrizes

Brasília, O Estadao de S.Paulo

25 de fevereiro de 2008 | 00h00

Presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o nome oficial da TV Brasil, a jornalista Tereza Cruvinel disse ao Estado que a empresa "herdou" a grade de programação das TVs educativas, como a TVE do Rio, que passa por análise do conteúdo dos programas para verificar se estão dentro das diretrizes da nova emissora.Hoje, o programa Mobilização Brasil será tema da primeira reunião do Comitê de Programação da TV, no Rio. "Se concluirmos que está em desacordo com a TV, vamos pedir o ajustamento ou tirar do ar", adiantou Tereza.De acordo com a jornalista, o Mobilização Brasil é fruto de contrato da TVE do Rio com a Fundação Banco do Brasil, com duração até maio deste ano. O programa é feito por uma produtora independente e a emissora só o transmite. "Claro que a responsabilidade de exibição é nossa. Herdamos uma grade de programação que precisamos renovar em todos os sentidos", disse a presidente da EBC. Todos os programas passarão pelo crivo do Comitê de Programação.ANUNCIANTESAo conselho curador da TV Brasil, Tereza levará outra preocupação: a necessidade de fixar normas claras para os anúncios chamados "veiculações graciosas", em que os anunciantes não pagam pela divulgação de seus nomes.Hoje, sem propaganda da iniciativa privada, a TV Brasil dedica intervalos à divulgação da própria emissora, de alguns ministérios, de campanhas da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de ONGs ambientais, como o WWF e o Greenpeace, e da Central Única das Favelas (Cufa), do Rio.Tereza explicou ainda que, por enquanto, têm sido veiculados anúncios institucionais de ONGs e outras entidades que procuram a emissora e que estejam enquadradas nos temas de interesse público."Eles não pagam nada. Atendemos quem demanda. Mas terá de ter uma norma e o mais correto é encaminhar ao conselho curador", explicou a presidente da EBC.Um tipo de inserção freqüente é a que traz espectadores defendendo emissoras públicas e dizendo o que esperam da TV Brasil: pluralidade e isenção. CRÍTICOUm desses personagens é o prefeito do Rio, Cesar Maia, do DEM, partido que critica com mais contundência a emissora e fez, na Câmara, o possível para adiar a votação da medida provisória que a cria."Não há contradição. Na gravação eu disse que o Brasil precisa ter uma TV como a BBC e a TVE - Espanha. O DEM tem certeza de que o PT não fará isso. Nunca me nego a responder o que me perguntam, estando na frente do laptop, de gravador ou de câmera. E falei o que eu acho", respondeu Maia, por e-mail, ao Estado. L.N.L.

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