Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Tereza Cristina diz que estuda ida do Incra e Pesca para Agricultura

Deputada deverá assumir a pasta no futuro governo, e disse que o estudo foi um pedido de Jair Bolsonaro

Luisa Marini, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 16h57

BRASÍLIA - A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta terça-feira, 13, que o presidente eleito Jair Bolsonaro pediu para que fosse feito um estudo sobre a inclusão de pastas de outros ministérios como o Incra, a Pesca e a agricultura familiar ao Ministério da Agricultura.

"Ele (Bolsonaro) só me disse o seguinte: 'traga esse estudo de juntar ao Ministério da Agricultura tudo o que tem a ver com o Ministério da Agricultura para ter um só ministério, um grande ministério, com políticas depois bem definidas para cada segmento'", disse a deputada depois da reunião da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) em Brasília. "Vamos sentar com o pessoal do Incra, da secretaria de agricultura familiar, vamos ouvir, com muita cautela. É um setor que precisa muito ser desenvolvido."

Tereza Cristina iria se encontrar com o atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na manhã desta terça, mas ela desmarcou o encontro para se reunir com Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde a equipe de transição do novo governo está instalada. A futura ministra ainda disse que vai haver "muita sinergia" entre a Agricultura e o Meio Ambiente e que quem indicará o ministro do Meio Ambiente será o presidente eleito.

Pautas no Congresso. A deputada disse ainda que a votação do licenciamento ambiental, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, depende do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Hoje, o que mais incomoda o setor produtivo é a falta de clareza. Um fiscal fala uma coisa, depois vai outro e fala outra. A fiscalização tem que ser menos subjetiva", disse.

Sobre os agrotóxicos, a deputada disse que é importante aprovar uma legislação para modernizar o uso desses produtos no Brasil. "Eu como ministra e como agrônoma sei que, sem agrotóxico, não vai se produzir nesse País", disse. 

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