Terceiro mandato ou ampliação é casuísmo, diz Mendes

'A reeleição continuada certamente seria uma lesão ao princípio republicano', afirma o presidente do STF

Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo,

25 de maio de 2009 | 15h34

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta segunda-feira, 25, que a aprovação de um terceiro mandato para presidente da República ou a ampliação do atual mandato em dois anos seria um casuísmo. "Acho extremamente difícil fazer a compatibilização com o princípio republicano. As duas medidas (terceiro mandato e ampliação do atual mandato para 6 anos) têm muitas características de casuísmo. Vejo que dificilmente seria aprovado no STF", disse. "A reeleição continuada certamente seria uma lesão ao princípio republicano", afirmou.

 

Nos últimos dias, vários parlamentares passaram a defender publicamente a tese do terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente depois que a ministra-chefe da Casa Civil,  Dilma Rousseff,  teve que viajar às pressas para se tratar em São Paulo, por conta de uma reação ao tratamento quimioterápico.    

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