Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Terceirização não estará na nossa pauta no 1° de maio', diz Paulinho da Força

Estratégia do partido do deputado - o Solidariedade - é aproximar o discurso dos protestos contra o governo apoiados pela legenda com os trabalhadores que vão participar do evento em São Paulo

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2015 | 16h10

SÃO PAULO - Fundador da Força Sindical, segunda maior central do País, o deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP) decidiu ignorar o projeto da regulamentação da mão de obra terceirizada no tradicional evento promovido pela entidade no 1° de maio, Dia do Trabalho.  "A terceirização não estará na nossa pauta. Vamos focar na corrupção, inflação e recessão", diz o parlamentar, que também é presidente do Solidariedade. A estratégia do partido, que defende o  impeachment da presidente Dilma Rousseff, é aproximar o discurso dos protestos contra o governo apoiados pela legenda com os trabalhadores que vão participar do evento em São Paulo.  


O projeto, que permite a contratação de terceirizados para trabalhar em postos relacionados à atividade-fim (atividade principal da empresa) e não somente para as atividades-meio (limpeza e segurança, por exemplo), é combatido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e por sindicatos ligados à própria Força. 



No evento de amanhã, Paulinho receberá no palanque da entidade o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Ligado ao PDT, ex-partido de Paulinho, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, foi escalado para representar o governo federal. "Ele certamente será vaiado", prevê Paulinho.     

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