Teotônio tenta em Brasília saída para crise em Alagoas

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB). busca em Brasília uma solução para a crise na educação pública em Alagoas. Ele tem uma audiência, na quinta-feira, com o ministro da Educação, Fernando Haddad. O encontro terá também a participação de dois promotores de Justiça de Alagoas, Cecília Carnaúba e Jamyl Barbosa, que cobram do Estado a aplicação correta dos recursos para ensino público. Vilela participou nesta quarta-feira de mais uma rodada de negociação com os sindicalistas e representantes dos trabalhadores da educação, que estão em greve há quase um mês. Depois de quase duas horas de reunião, o governador teve que se ausentar para viajar à Brasília. "Eu retorno na sexta-feira, ao meio-dia, espero trazer boas notícias", afirmou Vilela. Após a saída do governador, a reunião foi encerrada. Sobre o pagamento dos 80% da isonomia salarial dos professores, que deveria ter sido liberado no pagamento da folha de dezembro, Vilela disse que é a favor do reajuste. "A isonomia é justa, é necessária, é imprescindível. O que acontece é que o Estado agora não tem dinheiro para fazer isso", afirmou, garantindo que o governo está procurando condições para dar o aumento. A reunião aconteceu no Palácio República dos Palmares, no Centro de Maceió, e contou com a participação integrantes de movimentos sociais e sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT), além de vários secretários de Estado. Os sem-terra trouxeram reivindicações ligadas à educação no campo, mas não houve avanço nas negociações, porque o governador teve que se ausentar. "A maioria das reivindicações depende de recursos federais, mas eu, como governador, vou fazer gestões para que o governo federal dê celeridade. São demandas de mais de dez anos e outras mais recentes. As reivindicações que sejam da responsabilidade do Estado nós vamos procurar atender dentro das nossas condições", afirmou o governador pouco antes deixar a reunião. Depois da reunião, os sem-terra voltaram para a Praça dos Martírios, onde estão acampados desde ontem, e os servidores seguiram para a sede da Secretaria de Educação, ocupada há uma semana pela categoria. A greve dos trabalhadores da educação provocou a suspensão das matrículas nas escolas do Estado, que deveria sem iniciadas nesta semana. Com isso, cerca de 35 mil deixaram de se matricular. "A maioria das reivindicações depende de recursos federais, mas eu, como governador, vou fazer gestões para que o governo federal dê celeridade. São demandas de mais de dez anos e outras mais recentes. As reivindicações que sejam da responsabilidade do Estado nós vamos procurar atender dentro das nossas condições", afirmou o governador pouco antes deixar a reunião. Depois da reunião, os sem-terra voltaram para a Praça dos Martírios, onde estão acampados desde terça, e os servidores seguiram para a sede da Secretaria de Educação, ocupada há uma semana pela categoria. A greve dos trabalhadores da educação provocou a suspensão das matrículas nas escolas do Estado, que deveria sem iniciadas nesta semana. Com isso, cerca de 35 mil deixaram de se matricular.

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