Cadu Gomes|EFE
Cadu Gomes|EFE

Teori prorroga prazo para investigação contra Collor na Lava Jato

Em delação premiada, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse que foi procurado pelo empresário Pedro Paulo, que teria cobrado propina em nome de ex-presidente

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2016 | 23h34

Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato na Corte, determinou nesta terça-feira (27) a prorrogação até 22 de novembro das investigações em um dos inquéritos contra o senador Fernando Collor (PTC-AL).

“Defiro a prorrogação de prazo para conclusão das diligências restantes, solicitada pela autoridade policial (petição 49.078/2016) e ratificada pelo Procurador-Geral da República (petição 52.987/2016), até 22.11.2016, a teor do art. 230-C, caput, e § 1º , do RISTF”, informa o despacho do ministro.

Em delação premiada, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse que foi procurado pelo empresário Pedro Paulo, que teria cobrado propina em nome de Collor. Cerveró também afirmou que a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, era um feudo do Collor e que era Pedro Paulo era quem operava para Fernando Collor em questões envolvendo o pagamento de propina na BR.

Em manifestação encaminhada ao STF em maio deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que "as declarações de Nestor Cerveró são ricas em detalhes, fazendo referência a diversas circunstâncias e pessoas possivelmente envolvidas”. 

No mesmo mês, o ministro Teori Zavascki determinou a instauração de inquérito, para apurar se Collor cometeu o crime de corrupção passiva.

Collor nega que tenha recebido valores indevidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.