Reprodução/TV Justiça
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Teori mantém prisão de executivos da Camargo Corrêa

Ministro do Supremo refutou tese da defesa de que situação dos executivos seria semelhante da de Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás que teve liberdade confirmada no último dia 10

BEATRIZ BULLA, O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 20h53

Brasília - O ministro Teori Zavascki, relator dos casos envolvendo a Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade dos executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa.

A defesa dos executivos recorreu contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que indeferiu em caráter liminar (provisório) a liberação dos investigados por participação no esquema de corrupção na Petrobrás. Nesta segunda-feira, 23, Zavascki negou seguimento ao habeas corpus levado ao STF.

Os advogados argumentavam que existe similaridade entre o caso dos executivos da Camargo Corrêa e o do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, que teve liberdade confirmada pela 2ª Turma do STF no último dia 10. Zavascki entendeu, contudo, que a situação não é semelhante, pois a prisão dos dois não se fundamentou na presunção de fuga - caso de Duque.

O ministro do STF apontou que Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler tiveram prisão preventiva decretada com base na "gravidade concreta" do delito praticado, vez que os dois teriam sido os responsáveis dentro da Camargo Corrêa pelo suposto cartel que atuava nas licitações da Petrobrás.

Zavascki também apontou, na decisão, a incidência no caso de súmula do Supremo que impede a análise do habeas corpus enquanto o tema não for esgotado em outro tribunal superior, caso do STJ.

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