José Patrício/Estadão
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Teori envia pedido de investigação contra Edinho para primeira instância

Ex-ministro de Comunicação Social Edinho Silva teria orientado o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) a cometer ilegalidades nas eleições de 2014, quando era tesoureiro da campanha de Dilma

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2016 | 17h53

BRASÍLIA - O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 19, que um pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro Edinho Silva (Comunicação Social) seja remetido à Justiça do Distrito Federal.

Na decisão, o relator da Lava Jato na Corte indica que o caso não tem relação com o esquema de corrupção da Petrobrás, senão os autos teriam que ser enviados para a análise do juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

"Os fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no âmbito da Petrobrás, pois dizem respeito a suposta tentativa de repasse de propina ao ex-senador Delcídio do Amaral, agora colaborador, em operação que teria sido intermediada pelo então ministro da Secretaria de Comunicação Social, responsável pela indicação do laboratório farmacêutico EMS como fonte financiadora", afirmou Teori.

Em sua delação premiada, o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) afirmou que pediu recursos a Edinho para pagar dívidas da sua campanha ao governo de Mato Grosso do Sul com as empresas FSB e Black Ninja, no valor total de R$ 1 milhão. Edinho, então, teria orientado o ex-senador a fazer um esquema de caixa dois e pedir às duas empresas para gerarem uma nota em nome do laboratório farmacêutico EMS.

O caso de Edinho foi enviado para a primeira instância porque ele perdeu o direito de foro privilegiado depois que o Senado aprovou o afastamento de Dilma e ele foi exonerado do cargo de ministro do governo.

Outro lado. Em nota, o ex-ministro afirmou que a decisão do ministro do Supremo mostra que "essa investigação não tem cabimento no âmbito da Lava Jato". Ele também disse que "as alegações da delação premiada do ex-senador não passam de uma mentira escandalosa".

Para Edinho, as investigações na Justiça do Distrito Federal irão mostrar que "nenhuma irregularidade ocorreu", pois "as empresas fornecedoras da campanha de Delcídio já afirmaram que não houve qualquer recebimento" e "a suposta empresa doadora também já afirmou que nenhum pagamento foi feito".

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