Tensão entre governo e base é 'normal', diz Chinaglia

Para novo líder na Câmara, não há crise entre o Planalto e os partidos aliados e afirma que seu nome foi bem recebido pelos parlamentares

Rafael Moraes Moura, da Agência Estado

14 de março de 2012 | 14h00

BRASÍLIA - O novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quarta-feira, 14, que não vê crise nas relações entre o governo e a base aliada, e que considera "normal" as tensões entre o Palácio do Planalto e a coalizão de partidos que apoiam a presidente Dilma Rousseff, no Congresso. "Não estou vendo crise, sinceramente. Tensão é normal entre o parlamento e o Executivo, é uma constante", disse Chinaglia, ao deixar a cerimônia de posse do novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.

Chinaglia minimizou as notícias de que a indicação de seu nome para a liderança do governo na Câmara teria causado descontentamento na Casa. "Ontem [terça-feira], no plenário, recebi manifestações até de líderes da oposição, entendendo que eu possa ter um papel adequado. Vou falar com todo o mundo, estou bem tranquilo e as manifestações, até o presente momento, são animadoras", afirmou.

De acordo com o petista "vocês podem encontrar em qualquer partido, a começar pelo PT, alguém insatisfeito". Chinaglia prometeu conversar com todos os líderes para sanar as divergências quanto ao Código Florestal, que tramita na Câmara e admitiu que o assunto exige "cautela maior".

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