Tensão cresce no Pontal, diz representante do MST

O Clima de insatisfação e instabilidade entre os sem-terra do Pontal do Paranapanema cresceu rapidamente nas últimas semanas e a qualquer momento podem ocorrer novas invasões e ocupação de terra, afirmou hoje Paulo Albuquerque, um dos representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do Pontal na comissão que está reunida desde às 11 horas de hoje com o secretário da Justiça e Cidadania de São Paulo, Alexandre de Moraes."Existem 1,5 mil famílias acampadas no Pontal há vários anos, e isso precisa de uma solução urgente. No ano passado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) liberou R$ 29 milhões para o Estado desapropriar terras no Pontal, mas as desapropriações não foram feitas e o dinheiro voltou para a União", afirmou Albuquerque. De acordo com ele, há quase quatro anos não é assentada uma única família de sem-terra no Estado. "O governo anuncia desapropriações, mas os processos se arrastam na Justiça, alguns deles há vários anos. É sobre isso que também queremos conversar hoje com o secretário", adiantou ele.

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