'Tenho uma grande relação histórica com o Aécio Neves', diz Paulinho

Fundador do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva afirma em entrevista que partido deve ser de oposição a Dilma e, no Congresso, adotará postura 'independente'

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2013 | 17h33

Brasília - Com registro liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão realizada nesta terça-feira, 24, o Solidariedade já se prepara para as eleições gerais do ano que vem. O futuro presidente da legenda, deputado Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, não esconde a sua inclinação para um acordo com os tucanos no âmbito nacional.

Nas disputas estaduais das eleições 2014, no entanto, os integrantes do novo partido estarão livres para decidir de acordo com a realidade local. No Congresso, as bandeiras defendidas serão aquelas voltadas para os trabalhadores e setores estratégicos como indústria, serviço e comércio.

Em conversa com o Broadcast Político, Paulinho fala dos planos do novo partido:

O Solidariedade nasce de olho numa aliança com o PSDB em 2014?

Eu tenho uma grande relação histórica com o Aécio Neves (presidente do PSDB e possível candidato à presidência da República) e tenho uma grande amizade. Mas aliança vamos discutir um pouco mais para frente.

O encontro com Aécio é um indício do afastamento que o Solidariedade terá de qualquer participação na campanha da presidente Dilma Rousseff?

Eu tenho dito que se depender de mim, sim. A presidente Dilma antes das eleições se comprometeu comigo e não só comigo, mas com os presidentes das centrais sobre uma série de questões trabalhistas. E essas questões não foram cumpridas. Portanto, se ela não atendeu aquilo com o que se comprometeu, ela perde consequentemente o nosso apoio. Mas vamos discutir dentro do partido, com os deputados que estão vindo para decidir o caminho a tomar.

Como será a atuação do partido no Congresso?

Devemos buscar a independência. Votar naquilo que for favorável aos trabalhadores, à indústria nacional e ao povo brasileiro, porque é esse sentido que queremos ter. A ideia de construir um partido foi para defender causas. Como sou sindicalista estou aqui para defender o interesse dos trabalhadores e aposentados, mas junto comigo estão vindo parlamentares ligados ao setor industrial, comércio e serviço.

E nos Estados?

Temos um acordo desde o início da construção do partido, há um ano atrás, de que a composição nos Estados seria com um parlamentar presidente do partido junto com sindicalistas e representantes dos movimentos sociais. Mas os Estados é que vão decidir o seu caminho.

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