Beto Barata|Divulgação
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Tenho agido como presidente efetivo, diz Temer em viagem ao Paraná

Em sua segunda viagem oficial no cargo, presidente em exercício diz que 'Brasil não pode parar' e, por isso, também não para

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PEDRO VENCESLAU - Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2016 | 16h31

Ortigueiras (PR) - Na segunda viagem oficial no cargo, o presidente em exercício, Michel Temer, disse nesta terça-feira, 28, em Ortigueiras, no interior do Paraná, que tem agido como efetivo porque "o Brasil não pode parar". "Muita gente me pergunta: 'Mas você é interino, vai esperar?' Não espero, não é a figura do presidente que vale, mas sim a instituição da Presidência da República, por isso, ao longo do tempo, temos agido como presidente efetivo."

"O Brasil não pode parar, por isso, eu também não posso parar", disse, após a solenidade de inauguração de uma fábrica de celulose da Klabin. Foram investidos na planta R$ 8,5 bilhões - R$ 3,7 são recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os jornalistas questionaram Temer sobre a decisão do governo federal de devolver R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro Nacional. Ele disse que o retorno será feito "pouco a pouco". "Ainda sobram R$ 400 bilhões do BNDES. O segundo ponto é que esses R$ 100 bilhões vão sendo retirados pouco a pouco", afirmou. Ainda de acordo com Temer, a presidente do BNDES, Maria Sílvia, não se opõe à ideia.

O presidente em exercício também exaltou o encontro que teve com os governadores dos Estados, no qual foi selado um acordo que aliviou as dívidas estaduais. O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), fez durante o evento um discurso com críticas à presidente afastada, Dilma Rousseff. Após lembrar que já esteve duas vezes no Palácio do Planalto durante a administração interina de Temer, Beto Richa afirmou que o governo do Paraná recebeu "tratamento discriminatório e desrespeitoso" por parte da gestão anterior. 

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