Tendência na OAB é pró-impeachment

Maioria dos conselheiros da entidade deve votar por aderir à campanha pela deposição de Dilma Rousseff: 21 das 27 seccionais estariam a favor do afastamento

Fábio Fabrini, Brasília

18 de março de 2016 | 12h29

Brasília - O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil, reunido nesta sexta-feira, 18, deve decidir por apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, repetindo a posição adotada em 1992, quando a entidade engrossou a campanha pela deposição de Fernando Collor. Nas contas de integrantes da instituição, a tendência é de que 21 das 27 seccionais que compõem a ordem votem pela queda da petista. 

A previsão é de que o resultado saia até o fim do dia, embora os representantes de alguns estados sejam a favor de um adiamento. A reunião, extraordinária, foi convocada pelo presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, que envida esforços para um desfecho nesta sexta-feira.

O colegiado tem 81 representantes, três por Estado. Cada bancada tem um voto. Algumas unidades da federação já se reuniram e seus integrantes se posicionaram a favor do impeachment. É o caso de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Amazona, Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás,  Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Piauí e Ceará. 

Espera-se que os conselheiros de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte sigam a mesma posição. Os demais estão indefinidos ou tendem a apoiar Dilma. 

 

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