Temporão descarta colapso na Saúde com fim da CPMF

Ministro disse, no entanto, que sem os R$ 40 bi PAC da Saúde será cancelado; governo 'não tem plano B'

29 de novembro de 2007 | 14h39

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta quinta-feira, 29, que o fim da CPMF não provocaria um colapso no atendimento à população, mas que investimentos previsto nos próximos quatro anos na área da saúde devem ser cortados, segundo informações da rádio CBN. Ministro acrescentou que, sem a CPMF, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve cancelar o PAC da Saúde.    Temporão disse ainda que o governo não tem um plano B e  explicou que sem os 4O bilhões da arrecadação da CPMF, o País estará em uma  situação mais "grave" que a atual.   Veja também:    Entenda a cobrança da CPMF  Para evitar derrota da CPMF, governo monta 'sala de situação' Lula diz que a emenda da CPMF 'vai passar' no Senado   Nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o DEM pela oposição ao tributo."Quem que acabar? Quem quer acabar na verdade, além do PFL (atual Democratas), que torce todo santo dia para as coisas não darem certo neste país, porque eles governaram durante 500 anos e não conseguiram fazer o que país queria que fosse feito. Eles agora ficam com discurso de que é muito imposto", afirmou Lula.   O Democratas e o PSDB contabilizam votos de 32 senadores contra a prorrogação da CPMF, um a menos que o necessário para pôr fim à cobrança do imposto a partir de janeiro de 2008.   Mas Lula demonstrou confiança de que o Senado aprovará a proposta que prorroga a contribuição até 2011. "Tenho a convicção de que eles vão fazer, de que vão votar", disse.   O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que participou do evento, também saiu em defesa da continuidade da cobrança. "Que Deus ilumine a cabeça dos senadores para que aprovem a CPMF."

Tudo o que sabemos sobre:
CPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.