'Temos recursos para enfrentar a seca', diz Dilma na BA

Em um dia nublado que começou com uma chuva tímida, a presidente Dilma Rousseff inaugurou na manhã desta sexta-feira uma adutora de algodão no município de Malhada (BA), com o discurso de que o País tem "todos os recursos para enfrentar a seca".

RAFAEL MORAES MOURA, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

09 de novembro de 2012 | 12h57

"Não controlamos o clima, mas podemos garantir que a gente tenha instrumentos para que, quando não chover, tenha água estocada", afirmou a presidente. "No passado, quando tinha seca, você via multidões de gente nas ruas pedindo esmolas, via invasões de supermercado. Nós vamos cada vez mais ver o nosso povo de cabeça erguida, de nariz em pé, olhando para a seca e sabendo que temos todos os recursos para enfrentá-la."

A adutora deverá levar água do Rio São Francisco para mais de 100 mil pessoas de nove municípios. O empreendimento inclui uma estação de tratamento de água, uma estação de tratamento de lodo e seis reservatórios.

"Queremos que a seca passe e ninguém sofra as consequências dela", disse Dilma. "Queremos que a seca nunca afete a vida das pessoas. Vamos usar adutoras, irrigação, vamos usar do que há de melhor no mundo para garantir que o combate à seca não seja uma volta atrás, àquele passado antigo, em que se usava a seca para extrair boa vontade ou benefícios. Queremos que as adutoras, cisternas, a irrigação sejam a realidade", acrescentou a presidente, que prometeu lançar na terça-feira próxima um programa de irrigação.

A adutora de algodão em Malhada deverá passar por uma segunda etapa, com a instalação de 90 quilômetros de tubulação, sete estações de bombeamento e três reservatórios, a um custo adicional de R$ 55 milhões.

Sem falar com a imprensa, a presidente deixou a cidade de helicóptero com destino a Salvador, onde se encontra com governadores da Região Nordeste.

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