'Temos que fazer tudo até maio', diz líder do PT sobre reformas do governo

José Guimarães afirmou que Dilma cobrou rapidez no diálogo dos líderes da base aliada na Câmara para votar as reformas que o governo pretende aprovar

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2016 | 13h51

Brasília - A presidente Dilma Rousseff pediu diálogo e rapidez aos líderes da base aliada na Câmara na reunião desta segunda-feira e fez um apelo pelo apoio da base nas reformas e no convencimento dos parlamentares para aprovar a CPMF, de acordo com o relato do líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE). "A palavra de ordem é rapidez no diálogo; temos que fazer tudo até maio", afirmou.

O líder do governo disse que Dilma destacou que é preciso iniciar o debate das grandes reformas e que se falou da "urgência" da reforma da Previdência e da CPMF. "A CPMF é a prioridade das prioridades", afirmou. 

De acordo com o petista, os parlamentares mostraram disposição de fazer "um pacto pelo crescimento". "Vamos trabalhar em não aumentar despesas e evidentemente tem que aumentar receitas", afirmou. Segundo Guimarães, a presidente se mostrou aberta para receber sugestões tanto no caso das reformas como em ideias para aqueles que são contra a CPMF. "É proibido proibir. Todas as ideias serão levadas em consideração."

Guimarães disse ainda que o Planalto tem feito a sua parte para economizar e que este "não é o governo da gastança". "Nenhum outro governo cortou tanto na própria carne para economizar", disse. "Aprovando a CPMF tudo ficará mais fácil para o equilíbrio fiscal do país", completou. 

Segundo Guimarães, a presidente iniciou um "novo ciclo" na sua relação com parlamentares na sua ida ao Congresso no começo do mês e que ficou acertado que haverá um ciclo de debates sistemático entre Planalto e parlamentares. "O eixo central da reunião foi: governabilidade, trabalhar pelo encerramento da instabilidade política e votar as matérias importantes para o país", disse Guimarães. 

O novo líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), afirmou que toda a fala da presidente foi no sentido de que é preciso união de todos para que o País volte a crescer.  "A prioridade nacional é a saída da crise. Por isso nós vamos conversar não só com a base, mas também com a oposição", disse o deputado.

Fora da pauta. Guimarães afirmou que não se tocou no assunto do impeachment da presidente, pois é tema está "tão derivado". 

O líder do governo afirmou ainda que não foi tema da reunião a eleição da liderança do PMDB, marcada para amanhã. O Planalto é a favor da recondução do atual líder Leonardo Picciani (PMDB0RJ) e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, deve inclusive se licenciar para votar no deputado fluminense, que disputa com Hugo Motta (PMDB-PB), que e apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. "Eleição de líder de bancada não é assunto de governo", disse Guimarães.

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