'Temos que cobrar que as coisas saiam do papel', diz Dilma

Presidente aproveitou cerimônia em Curitiba para destacar o crescimento do investimento no País; discurso rebate críticas de que País é 'cemitério de obras'

Beatriz Bulla e Renan Carreira, Agência Estado

29 de outubro de 2013 | 17h03

São Paulo - Durante sua visita a Curitiba (PR) para anunciar investimentos do PAC Mobilidade Urbana nesta terça-feira, 29, a presidente Dilma Rousseff afirmou que investimentos em mobilidade já haviam sido decididos antes das manifestações populares de junho. Ela ressaltou os cinco pactos feitos em junho com "movimentos sociais e outros poderes, sobretudo com governadores e prefeitos" e aproveitou para falar da retomada dos investimentos no País.

"A grande questão era a da mobilidade urbana", disse a presidente, que também ressaltou a importância da participação de governadores e prefeitos para os cinco pactos assumidos. "Nós, que vivemos o dia a dia da administração, sabemos que aquilo que nós temos de cobrar é justamente isso, que as coisas aconteçam, saiam do papel tenham efetividade. O Brasil durante muito tempo não tirou nada do papel", comentou a presidente.

Ela afirmou que desde 2007 o Brasil "vem num esforço de retomar investimentos". "Isso significa recuperar a capacidade de planejar, de ter projeto, repensar algumas coisas. Sobretudo, nós temos de ter os recursos adequados ao projeto que a gente quer fazer", disse. Dilma voltou a falar que no passado o Fundo Monetário Internacional (FMI) "mandava em nós" e que, entre 2005 e 2006, o Brasil pagou a dívida com o fundo.

A fala de Dilma vai contra as críticas que ela tem recebido, sobretudo do senador tucano e possível candidato à Presidência em 2014, Aécio Neves, para quem o governo petista é um "cemitério de obras inacabadas".

Em referência ao período como ministra-chefe da Casa Civil, Dilma contou que certa vez recebeu um funcionário do Ministério da Fazenda que falou sobre a liberação de recursos para investimento no País. "Esse funcionário da Fazenda veio me dizer: 'uma boa notícia, consegui que o Fundo Monetário liberasse 500 milhões para investir no Brasil em saneamento'", contou. "Hoje, nós investimos mais de R$ 500 milhões em apenas uma cidade do Brasil, e não no País como um todo. Nós mudamos", completou.

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