Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

'Temos muita esperança de que Lula saia da prisão antes do Natal', diz Gleisi

Presidente do PT voltou a fazer críticas ao juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento do ex-presidente e que aceitou convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2018 | 11h29

A senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse nesta segunda, 10, esperar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação Lava-Jato, seja libertado antes do Natal. "Temos muita esperança que Lula saia da prisão antes do Natal. Se isso não acontecer, estamos organizando um Natal com Lula". disse.

"Estamos apostando em um habeas corpus que está no Supremo, que pede a liberdade do presidente Lula. Entendemos que Lula é inocente, não oferece nenhum risco à sociedade para estar em uma prisão em segundo grau. E achamos que o Supremo tem se mostrado recentemente com posições mais garantistas", disse ao Estado/Broadcast Político.

Ela voltou a fazer críticas ao juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento do ex-presidente. Segundo Gleisi, Lula foi preso "sem provas" em meio a um Judiciário "de altíssimo grau de politização". "Isso é evidenciado pela nomeação de Moro para ministro da Justiça (do presidente eleito Jair Bolsonaro). Sabemos que cargo de ministro é cargo político, não técnico", disse. 

Ela ainda disse esperar que o ex-presidente Lula seja libertado antes do Natal. "Temos muita esperança que Lula saia da prisão antes do Natal. Se isso não acontecer, estamos organizando um Natal com Lula", disse a senadora, sem dar mais detalhes de como se daria tal saída ou se entende que o ex-presidente poderia conseguir a prisão domiciliar. 

As falas foram feitas durante a Conferência Internacional em Defesa da Democracia, realizada pela Fundação Perseu Abramo, em São Paulo. A senadora acrescentou que, com Moro à frente do Ministério da Justiça, "teremos um estado policial" no País. "E achamos que esse estado vai ser opressor a quem fizer oposição ao governo".

Gleisi também fez críticas ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, chamado de "Chicago Boy" pela petista. "Teremos um estado opressor e a população submetida a um estado muito grave de proteção social". Ela ainda destacou que a vitória de Jair Bolsonaro só foi possível pelo fato de Lula ter sido impedido de disputar o pleito. "Fernando Haddad fez uma campanha bonita, mas muito difícil, pois estávamos lutando contra uma fábrica de fake news", disse.

O candidato derrotado à Presidência pelo partido, Fernando Haddad, era aguardado no primeiro painel do encontro, mas não compareceu. Segundo a organização, ele alegou ter um compromisso nesta manhã e poderá participar de outro painel na parte da tarde.

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