‘Temos de mostrar que há alternativa’, diz sócio da Localiza

Salim Mattar afirma que escolheu João Amoêdo (Novo) por 'uma questão de princípios'

Entrevista com

Salim Mattar

Renata Agostini, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2018 | 00h00

Avesso a candidaturas de esquerda e fiel ao ideário liberal, o empresário Salim Mattar, sócio-fundador da Localiza, evita criticar Jair Bolsonaro (PSL), mas diz que escolheu João Amoêdo (Novo) por “uma questão de princípios”. “Temos de mostrar que há um partido alternativo que, se não for agora, na próxima vai chegar ao poder”. Confira a entrevista.

Por que votará em Amoêdo?

O João significa uma “disrupção” no modus operandi da política: do “toma lá, dá cá” para um regime de ética, de valorização do cidadão e de mais cuidado com a coisa pública. A medida que o João é conhecido por suas ideias, mais adeptos ganha. Claro, não tem tempo de TV, está sendo lentamente conhecido. Mas, quando o cidadão toma conhecimento, transforma-se seu eleitor. João está trabalhando para chegar ao segundo turno. 

Ele não é o único a levantar bandeira contra a velha política. Há Marina, Bolsonaro...

A ideia da Marina Silva é diferente. É uma pessoa de esquerda que acha que o Estado é solução, que o Estado tem de ser babá, dono de empresas porque são estratégicas. O João acha que o cidadão é a solução.

E no caso do Bolsonaro?

Paulo Guedes, que é o mentor econômico de Bolsonaro, é um indivíduo espetacular, cujas ideia se confundem totalmente com as ideias do João. E Bolsonaro também é disruptivo: não tem partido apoiando, não aceita acordo. 

E por que não votar nele?

Por uma questão de princípios. Comungo dos princípios do partido Novo. Estou lá há mais de um ano e meio (Salim apoia, mas não é filiado). Conheço o padrão ético do João. Aderi à campanha. Sou apoiador moral e financeiramente.

Amoêdo não dilui candidaturas de direita, campo que o senhor apoia?

A esquerda será derrotada brutalmente nas urnas. Votar no João Amoêdo não prejudicará em nada o processo eleitoral. Temos de mostrar que há um partido alternativo que, se não for agora, na próxima vai chegar ao poder. “Disrupção” é o caminho e João Amoêdo é a melhor opção. 

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