Temer volta atrás sobre 'partilha do pão' entre aliados

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), tentou consertar a metáfora sobre a "partilha do pão" que utilizou ao falar com senadores da base aliada e ministros. Ao chegar em evento semelhante - um almoço oferecido hoje pelo ex-líder do PR Luciano Castro (RR) a deputados da base aliada e ministros -, Temer retificou: "Primeiro temos que partilhar esforços para ganhar a eleição. Dilma é a presidenciável, ela vai decidir o que fazer no governo dela. Não sei o que vai acontecer depois da eleição", despistou.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

04 de agosto de 2010 | 17h55

Ele se mostrou embaraçado com a repercussão da declaração de ontem, em que falou sobre partilhar o pão e o futuro governo com os senadores e ministros. "Sou um vice discreto. Quero exercer discretamente minhas tarefas", declarou. De fato, hoje ele buscou a discrição. Chegou ao final do almoço, por volta das 14 horas, "para dar um abraço no Luciano", quando a maioria dos convidados já havia saído. Mas como a imprensa não havia dispersado, ele não escapou das perguntas na saída.

Coube ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e ao líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), amenizar as declarações do presidente da Câmara sobre a partilha do futuro governo. "Eu e todos os ministros não discutimos nada além de 31 de dezembro, estamos com olhos e ações focados no governo. Ninguém está pensando no que vai acontecer amanhã", afirmou Padilha. "Não estamos dividindo governo, não é hora de dividir. Os partidos que participam da aliança têm peso, mas quem definirá a equipe é a presidente Dilma", emendou Vaccarezza, promovendo de antemão a candidata.

Padilha completou que não vê "demarcação de território" nesta fase da campanha eleitoral. O que ele vê, frisou, "é uma aliança ampla, a maior aliança de partidos" apoiando a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Além do PT e do PMDB, mais oito partidos integram a coligação de apoio à Dilma. Entre eles, PSB, PCdoB, PDT, que disputarão com petistas e peemedebistas uma fatia do eventual governo da petista, caso ela vença a eleição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.