Paulo Whitaker|Reuters
Paulo Whitaker|Reuters

Temer volta a dizer que manifestações não preocupam; 'são fruto da democracia'

Presidente citou atos que começaran em 2013 e afrmou que eles demonstram que as pessoas querem eficiência nos serviços públicos e privados

Carla Araújo e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2016 | 12h04

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer voltou a dizer que o governo não deve se preocupar com as manifestações, que elas são legítimas desde que não usem de violência e fazem parte da democracia. "Desde que pautadas pela legalidade, nós não temos que nos preocupar (com as manifestações). Temos que admiti-las como fruto da democracia", afirmou, em cerimônia de entrega do Prêmio Mérito Brasil de Governança e Gestão Políticas promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta terça-feira, 29.

Temer citou as manifestações, que começaram em 2013, e diz que elas demonstram que as pessoas querem eficiência nos serviços públicos e nos serviços privados. "É por isso que ao longo do tempo têm acontecido as manifestações", disse.

Movimentos estudantis e sociais esperam reunir nesta terça-feira, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, 20 mil pessoas num ato contra o governo Temer. No rastro da crise provocada pelos questionamentos éticos envolvendo o Planalto e os ex-ministros Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), os organizadores do evento pretendem realizar o maior protesto na capital no mandato do atual presidente. Com o grito de ordem "Fora Temer", as entidades criticam a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, a antiga PEC 241, que limita o crescimento dos gastos públicos da União, e a Medida Provisória que estabelece mudanças no ensino médio.

Assim como fez na noite da segunda-feira, 28, quando participou de um evento com empresários e pediu otimismo e colaboração, Temer também fez um apelo à plateia do prêmio para que ajudem o País a sair da crise. "Estou vendo público atento, capaz de reproduzir as necessidades do País e confiar no País", disse, destacando que "o pessimismo puxa para trás e otimismo leva pra frente".

Prêmio. Na cerimônia, órgãos como Banco Central, Caixa Econômica e Ministério da Educação foram premiados. "Eu me sinto muito feliz porque o TCU tem falado comigo sobre o tópico da governança e dei o apoio possível. Quando vejo premiar o BC, o Mendonça Filho (ministro da Educação), a Caixa Econômica, eu digo: o governo está no caminho certo", afirmou Temer.

O presidente disse ainda que algo que chamava atenção na premiação é o fato de órgãos do governo estarem sendo prestigiados por quem fiscaliza o poder público. "O controle externo aplaude o controle interno", disse, ressaltando que "sem governança adequada não seremos o País justo e desenvolvido que todos aspiramos".

Temer afirmou também que os vários poderes do Estado precisam se entrosar para o País crescer e se desenvolver e que a eficiência e boa gestão têm papel chave para o futuro do Brasil. "O TCU tem uma tarefa constitucional e vem cumprindo este papel com muita adequação. Precisamos nos entrosar, os organismos em geral. Para que possamos fazer o País crescer e se desenvolver."

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