Temer trabalha para aproximar dissidentes do PMDB

O governo saiu na frente na operação política para cooptar os dissidentes do PMDB que não apoiaram a eleição da presidente Dilma Rousseff. Enquanto o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), faz os primeiros contatos com "rebeldes" no Congresso, o vice-presidente da República e o presidente licenciado do partido, Michel Temer, trabalha para aproximar do Planalto governadores que bateram o PT na eleição.

CHRISTIANE SAMARCO, Agência Estado

06 de fevereiro de 2011 | 20h10

"Vou marcar uma conversa sua com a presidente Dilma", prometeu Temer ao governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli PMDB), que o visitou na semana passada em Brasília. Puccinelli anda apreensivo com o andamento dos interesses do Estado junto ao governo federal depois de ter pedido voto para o tucano José Serra na disputa presidencial.

A preocupação maior do peemedebista deve-se ao embate direto com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha. Quando o PMDB decidiu escolher Temer para vice de Dilma na convenção do partido, o governador até cogitou ficar neutro. Na conversa com Temer, porém, disse que mudou de postura depois que, em discurso inflamado no palanque do adversário Zeca do PT, Lula disse que ele, Puccinelli, "não tinha caráter".

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