Temer tenta negociar Ministério do Esporte para o PRB

Partido ia ficar o Ministério da Ciência e Tecnologia, mas vice decidiu fundir a pasta ao Ministérios das Comunicações

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2016 | 09h32

BRASÍLIA - O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, reunirá a bancada do partido na Câmara na manhã desta terça-feira, 10, para discutir a nova proposta feita pelo vice-presidente Michel Temer de participação da legenda em eventual governo do peemedebista. Temer ofereceu à sigla o comando do Ministério do Esporte, pasta que o partido ocupou no governo Dilma Rousseff antes de deixar a base aliada da petista.

O vice-presidente fez uma nova oferta ao PRB, pois decidiu fundir o Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta até então destinada ao partido, com as Comunicações. A fusão faz parte da estratégia do peemedebista de reduzir o número de ministérios de seu futuro governo. Com isso, a nova pasta resultado da fusão deverá ficar com o PSD, que indicará o presidente do partido, Gilberto Kassab, para o comando.

Segundo interlocutores, Marcos Pereira "ainda está pensando" sobre a oferta. Com 22 deputados, a bancada da Câmara não reagiu muito bem à nova Pasta oferecida. Alguns parlamentares defendem que a sigla insista em ficar com um ministério mais relevante. Para isso, não descartam recorrer à estratégia de ameaçar ser independente ou até oposição a Temer no Congresso Nacional. 

O objetivo inicial do PRB era tentar ficar com o comando do Ministério da Agricultura, que foi oferecido ao PP. Para demover o partido de Pereira da ideia, Temer chegou a oferecer outros dois ministérios (Previdência Social e Portos) ao PRB, antes de a sigla finalmente aceitar Ciência e Tecnologia. O partido indicaria Marcos Pereira para o posto. O nome dele enfrentou resistência na comunidade acadêmica, pelo fato de ser bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Caso o PRB venha a aceitar o Ministério do Esporte, Temer poderá enfrentar resistências do PMDB do Rio de Janeiro. A Pasta já tinha sido negociada ente o vice-presidente e o presidente da Assembleia do Estado do Rio, deputado estadual Jorge Picciani. Até então, a ideia era oferecer comando da Pasta ao líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), filho de Jorge. 

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